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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ivete 2: Diversidade para as massas

Aqui vai a crítica do novo CD/DVD de Ivete Sangalo, Pode Entrar, que publiquei nesta quinta-feira no Jornal da Paraiba.

Ivete (D) recebe Bethânia (E) em seu baita apê, em Salvador (divulgação)

Diversidade para as massas
Por André Cananéa

Ivete Sangalo é uma artista pé no chão. Sabe que seu sucesso é fruto da popularidade das suas músicas e do carisma com que conduz sua carreira e não faz tipo. Em dez anos de carreira solo, já deixou claro como o sol de Salvador que não tem arroubos pretensiosos de lançar trabalhos de vanguarda, arrojados ou que seja inacessível ao seu público.

O novo projeto da cantora, Pode Entrar (Caco de Telha/Universal Music, R$ 32 o CD e R$ 39,90 o DVD), portanto, não é nada mais que a velha Ivete, acompanhada de amigos, familiares e ídolos, em seu trabalho mais intimista e sincero. A proposta não deixa de ser curiosa: eu seu big apartamento, ela recebeu talentos tão díspares quanto Maria Bethânia e a banda Aviões do Forró. O leque variado demais da conta leva, inevitavelmente, a irregularidade. Mas em se tratando de Ivete cabe o ‘e daí’?

Ivete se dá bem na animada “Balakbak” e no hit “Cadê Dalila”, com toques indianos e guitarra pesada. Faz uma releitura descente para o hit “Brumário”, de Lulu Santos, dividindo os vocais com o próprio Lulu, entra legal na onda de Marcelo Camelo (“Teus olhos”), cai no “reggae Armandinho” com Saulo (“Vale mais”) e mostra a irmã Mônica San Galo (a grafia é esta mesmo) com dignidade (“Completo”). Escorrega com Carlinhos Brown exatamente no que ela acreditava ser um ponto forte: a balada “Quanto ao tempo” é por demais piegas. E o encontro com Aviões do Forró (“Sintonia e desejo”) é nitidamente mercadológico.

Mas o encontro com Bethânia eleva o projeto a um patamar muito superior e o disco teria um outro nível se a direção musical tomasse esse rumo. Bethânia canta “Muito obrigado axé” junto com Ivete, cercada de um solene quarteto de cordas e uma percussão afro-baiana cativante. A música de Brown parece ter sido feita sob medida para a grande interprete baiana e Ivete está ali como mero coadjuvante. Ela sabe disso e fica feliz, afinal, é Bethânia, né?!

O DVD tem o tom espontâneo. Bethânia soltando um discreto ‘e não vai ser playback?’, na hora que o grupo todo vai gravar o clipe, é uma mostra da despretensão de Ivete.

Ivete no JP e no JB

Semana bem agitada a minha. Em dois dias, fui à Salvador (BA), entrevistei Ivete Sangalo, voltei a João Pessoa direto para o velório do avô da minha mulher, e fechei a noite de quarta para quinta-feira com o show impecável do rei Roberto Carlos.

Fui à Salvador a convite do jornalista Mário Marques, editor do Carderno B do Jornal do Brasil. Portanto, fui à coletiva de Ivete sobre o novo trabalho da cantora, Pode Entrar, como correspondente do Jornal do Brasil.

Mas o Jornal da Paraíba só me liberou, claro, se eu fizesse um texto também para o nosso jornal.

Portanto, fãs de Ivete, a cantora baiana rendeu duas capas, feitas por mim, em dois jornais distintos, o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e o Jornal da Paraíba, em João Pessoa.

Clique aqui para ler a matéria que saiu no JB. A versão digital do JB pode ser acessada aqui.

Clique aqui para ler a matéria que saiu hoje no Jornal da Paraíba.

Quando tiver um tempinho, volto aqui para contar os detalhes dessa viagem, da entrevista com Ivete e do show do rei.