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terça-feira, 15 de julho de 2008

Leia os textos, ouça as musiquinhas

Ah, enfim, consegui botar musiquinhas no blog. Ta aí do lado.

Não tem a mínima graça falar de música e não ter como botar umas pra rolar.

Catei umas favoritas aqui no laptop e consegui reunir as 9 aí do lado.

Vez ou outra vou botar coisinhas legais aí. Fique ligado.

A lista atual é a seguinte:

“Your love is the place where I come from” (Teenage Fanclub) – É a música mais linda do mundo. Tenho alguns discos do TFC e até hoje sofro horrores por não ter ido ao show dos caras no Recife. Mas só conheci essa música com o 31 Songs’ do Nick Hornby, um autor que eu aprecio bastante.

“Autumn in New York” (Bilie Holiday) – Eu sempre ando com uma música da Billie Holiday aqui comigo. É item de primeira necessidade. É a minha cantora favorita e a maior de todas de todos os tempos. “Autumn in New York” nem é das mais conhecidas dela, mas com certeza é a mais bela. Eu consegui numa coletânea da série Ken Burns Jazz. Experimente.

“Wouldn’t it be nice” (Beach Boys) – Meu sonho é que essa música toque no meu casamento. Repare na letra. Fora que a melodia é deslumbrante. Está no meu Top 10 músicas favoritas. É a faixa que abre o tão falado Pet Sounds.

“Kids” (MGMT) – Tô fissurado nesse grupo e, em especial, nessa música. Eu tenho um amigo, Kiko, que vive me dizendo que a música traz o cheiro do momento. Lá na frente, essa música vai me trazer uma lembrança bem especial. Tá no CD Oracular Spetacular, que acaba de sair pela Sony-BMG, inclusive no Brasil.

“I’ll take care of you” (Mark lanegan) – É o meu cantor favorito. O cara é ex-vocalista do Screaming Trees, uma banda subestimada do Grunge. Decidiu sair em carreira solo e mostrar toda sua voz embriagada em uns rocks com pé no blues e no folk. Esse aqui é um cover, mas eu não lembro agora de quem é o original. Etta James e Van Morrison também gravaram essa música.

“Funkier than a mosquito’s tweeter” (Nina Simone, Jazzeem’s All Styles Remix) – Eu acho uma mácula essa história de remixar cantoras de jazz. Tanto que eu detesto o disco da Billie remixado. Mas o da Nina Simone (Remixed & Reimegined, Sony-BMG) ficou muito bom. Essa é uma das melhores do CD.

“Boy like a timebomb” (Noonday Undergound) – Sou louco pra pegar esse disco (Surface Noise). Acho a voz dessa garota (Daisy Martey) fantástica. Quando Skie saiu do Morcheeba, os caras que ficaram conseguiram arrastá-la para o estúdio e o resultado é o ótimo The Antidote, que infelizmente não saiu no Brasil (consegui um importado, no precinho, na Second Spin).

“Hey sailor” (Detroit Cobras) – E aí, gostou do rock ‘n’ roll??? Conterrâneos do White Stripes, essa turma de Detroit é sensacional, não só pela energia, mas também pelo vozeirão da mocinha que tá cantando, Rachael Nagy. Também, infelizmente, não tem nenhum disco no Brasil. Eu ainda consegui dois: um na Second e outro com Everaldo Pontes.

“Forget her” (Jeff Buckley) – Acabou o namoro? Levou um chute na bunda, meu amigo? Não ouça essa música. A devastadora “Forget her” é uma sobra de estúdio do clássico álbum Grace. Saiu numa edição especialíssima desse mesmo álbum, que inclui o disco original remasterizado mais um CD de raridades e um DVD. Também só tem importado.

Eu aconselho que vc deixe a música carregar toda para, aí, desfrutar dela por completo.

Boa audição.


domingo, 13 de julho de 2008

As sempre polêmicas listas

Congratulações a todos os roqueiros e roqueiras deste meu Brasil varonil.

Hoje é o Dia Mundial do Rock. E eu estou escrevendo este texto ao som do genial White Album, dos The Beatles.

Alguns posts abaixo, eu falei de uma enquete que estava promovendo para eleger os Top 5 discos fundamentais do rock para o Jornal da Paraíba. A matéria saiu, claro, neste domingo.

Os Top 5, escolhidos por 50 fãs de várias partes do Nordeste, entre músicos, produtores, jornalistas ou simplesmente apreciadores da coisa, ficou assim:

1. Nevermind - Nirvana (1991, Universal)

2. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band - The Beatles (1967, EMI)


3. Pet Sounds - The Beach Boys (1966, EMI)


4. The Dark Side of the Moon - Pink Floyd (1973, EMI)

5. The White Album - The Beatles (1968, EMI)

(por um erro de control C+ control V, a data saiu errada no jornal)

Acredito que muita gente vá chiar pelo Nevermind aí encabeçar uma lista tão importante.

Eu mesmo não votei no Nevermind. Quer dizer, não no Nevermind do Nirvana.

O meu top 5 foi este:

- Elvis Presley (1956) - Elvis Presley








- Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) - Beatles








- Led Zeppelin (1969) - Led Zeppelin

- Os Mutantes (1968) - Mutantes


- Nevermind The Bollocks - Sex Pistols

Eu entendo como discos fundamentais, aqueles que, de alguma forma, contribuíram para a perpetuação do gênero e indicaram os caminhos a seguir.

Listar só cinco discos é uma tarefa bastante cruel, admito. Mas essa é a graça do desafio.

Essa minha lista, mesmo, é completamente deficitária. Assim como todas serão. Admito que o Pink Floyd teria que estar entre os cinco, mas preferi Mutantes, pela representatividade dentro e fora do país.

Por outro lado, voltando a lista do jornal, Nevermind nunca figuraria em uma lista de cinco. E nem de dez. Existem, com certeza, dez discos mais importantes que Nevermind, em que pese o acabamento e a importância do disco e do grupo.

Mas se a gente entrar no mérito do fundamental como eu apontei aí acima, o de discos que apontaram caminhos, Ok Computer (que chegou a empatar com o White Álbum) tem uma relevância muito maior para o rock do que Nevermind. Afinal, a escolha do Nirvana para encabeçar a lista, dá-me a impressão que é mais pelo apelo mítico que Kurt Cobain e sua morte trágica causou, e pelo sucesso que o grupo fez à época, do que pela qualidade, inspiração, estética e vanguarda do CD.

Dois discos que eu citei na minha lista – Led Zeppelin e Nevermind The Bollocks – são as matrizes, completas, para o disco do Nirvana. E para milhares de bandas que surgiram depois. Achei mais importantes cita-los do que dar o crédito ao grupo de Kurt Cobain.

Assim como acho que Pet Sounds não entra nos cinco. E acho exagero ter dois discos dos Beatles, apesar da importância do grupo. Mas outros tantos, como Rolling Stones e The Clash (que foram bem votados) também tem uma importância tão grande – mas não maior – que os dois álbuns que entraram na lista.

Bem, queria, de novo, agradecer a todo mundo que colaborou com a matéria do JP. Listas são, sempre, brincadeiras bastante divertidas.

Fiquem à vontade para comentar aqui embaixo essas listas e elencar seus discos fundamentais também.