terça-feira, 21 de abril de 2009

Show de Paul no Coachella mostra imagens do game dos Beatles

Isto foi no badalado festival Coachella, na semana passada, nos Estados Unidos: enquanto o bom e velho Paul McCartney cantava “Got to Get You Into My Life” (do LP Revolver, de 1966), rolava no telão imagens que, muito provavalmente, são do game The Beatles: Rock Band, a ser lançado em setembro para Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo Wii.



Não sabe o que é o Rock Band? É uma espécie de videokê, só que ao invés de cantar, você toca todos os instrumentos. Quem errar, vai perdendo ponto. Ou seja, a brincadeira é tocar músicas dos Beatles de olho na telinha.

Essa linha de jogo tornou-se uma febre mundial e muitos artistas de música, a exemplo do Metallica, tem seu próprio game.

Os joguinhos irão custar entre US$ 59 e US$ 249 - esta última com o kit completo de instrumentos.

O game chega às lojas no dia 09/09/09.

Nesse mesmo dia também saem todos os 12 álbuns de carreira do grupo inglês em edições remasterizadas.

O blog Game Life, da Wired, comentou que os álbuns receberão conteúdo em vídeo QuickTime. Serão minidocumentários a respeito da criação de cada um dos álbuns.

Matéria no site Geek lembrou que os CDs que estão hoje no mercado, cuja masterização é da virada dos anos 1980 para 1990, quando as gravações dos Beatles ganharam seus primeiros banhos digitais, não agradaram aos próprios Beatles e a fãs famosos, como Milton Nascimento.

O mineiro sempre foi taxativo ao preferir os antigos vinis aos CDs do quarteto de Liverpool. Mas as notícias dão conta de que a nova masterização será mais fiel à sonoridade dos vinis originais – e também será empregada no game.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lendo, ouvindo, vendo...

Já que não faço mais parte da Fundação Espaço Cultural da Paraíba, me ocupando apenas com a editoria de cultura do Jornal da Paraíba, tenho aproveitado para botar em dia os filmes, os livros e os discos.

Eis o que andei vendo, lendo e ouvindo ultimamente...


DVD:
Jornada nas Estrelas - A Ira deKhan - Sabe como é, né? Um dia a Americanas faz um feirão e você compra do filme 1 ao 5 do Jornada nas Estrelas, mas nunca se sentiu suficiente nerd para assistí-los. Na época (isso tem uns 3 anos), ainda vi o primeiro. Ontem, vi o segundo e gostei bastante. Agora, já posso ir ao terceiro e assim por diante.

Laurel Canyon - A Rua das Tentações - Comprei pela internet e no dia que chegou, fui rever. Fita meio obscura de 2002, eu acho, traz elenco de primeira (Christian Bale, de Batman Begins, Frances McDormand, de Quase Famosos, a belezoca Kate Beckinsale, de Anjos da Noite, e Natascha McElhone, de Californication. Bale e Kate formam um casal de médicos super caretas que se mudam para Los Angeles para terminar seus estudos. Ficam na casa dele, uma produtora de discos de rock super pra frentex (McDormand, no papel extremamente oposto ao da mãe puritana de Quase Famosos). De onde vem a tentação? Bem, Bale tem que resistir a irresistível colega Natascha, e Bale, a abrir mão de seu mundo careta e sem sal para viver a liberdade do sexo, drogas e rock 'n' roll. O que me cativou nesse filme foi a direção segura de Lisa Cholodenko (acho que é assim que se escreve). Procure numa locadora perto de você.

Heavy-Metal. Documentário é uma ótima introdução ao mundo do rock pesado. Tem todos os grandes ídolos do gênero (só faltou o Metallica), aborda todos os quesitos do gênero (s0m, letra, vestimenta, etc), com opinião de sociólogos, musicistas, músicos e, claro, os fãs. É um dos melhores filmes desse gênero. Em tempo: não deixe de prestar atenção na cena black metal da Noruega. Lá é carrego: as bandas costumam queimar igreja e pregar o fim do cristianismo.

Rejeitados Pelo Diabo - Falando em metal, fita de terror dirigida por Rob Zombie. Eu gosto dos filmes trashes dele. Na fórmula batida do psicopata no meio do mato (na linha de Viagem Maldita), ele tempera seus enredos com ótimas referências pop. É quase o Kevin Smith do terror.




LIVRO/HQ
A Cultura da Convergencia - Li os dois primeiros capítulos do tão falado livro de Henry Jenkins. O primeiro capítulo é, realmente, frustrante. A idéia era avaliar a interação entre a audiência e a TV a partir da série americana Survivor. Mas acho que o professor se deixou levar demais pela discussão sobre a série, e esqueceu o foco da convergência. Gasta muita tinta com as intrigas dos fãs e não revela de que forma prática isso pode ser aplicado em estudos sobre novas mídias. O segundo capítulo - com enfoque no American Idol - é um pouco mais didático, com enfoque no marketing dos tempos convergentes. Estou entrando no terceiro agora: Matrix e a narrativa transmidiática. Em tempo: a introdução, com umas 50 páginas, é ótima.

Batman - Cavaleiro das Trevas - Enfim, li a clássica HQ de Frank Miller, em uma edição antiga (ainda da Abril) que comprei em uma lojas de quadrinhos aqui de João Pessoa. Psicolédica demais, hardcore demais. Boa demais. Agora eu gosto menos ainda do Cavaleiro das Trevas do cinema. Em tempo: ri demais como as gírias da época (final dos anos 80). Tem uma hora, os bandidos vão atacar alguém. Um deles chega para vítima e diz: -É ferro na boneca!!!! kkkkkkkkk



CD:
Tenho ido aos extramos. Passei alguns dias imerso no clássico do jazz Kind of Blue, de Miles Davis. Mas ontem, ouvi bastante Adrenaline, do Deftones, que é metal pesado. Andei ouvindo também Slipway Fires do Razorlight, Monster, do R.E.M. e dois discos do Jorge Ben Jor (quando ainda era Jorge Ben): Jorge Ben (1969) e Negro é Lindo (1971). Ambos você pode pegar neste site fantástico!

Até!

E viva a animação brasileira

Esta bela surpresa acabou de sair do forno, quentinho, quentinho.

A dica veio do Smelly Cat: este curta de animação A Ilha é criativo, engraçado e extremamente cativante.

A direção é de Alex Camargo (Noite do Vampiro), que comandou a 3ª turma da Oficina de Animação da OZI (Escola de Audiovisual de Brasília), com produção de Mário Lellis e Roger Burdino.

O resultado é, de fato animador. E quem quiser saber mais, é só acessar o blog oficial do curta.

Espero que vocês gostem como eu gostei.


sábado, 11 de abril de 2009

Ratinho da Páscoa

Se coelho bota ovo na Páscoa, por que rato também não pode?

Ainda mais o Ratatouille, que sabe, até, cozinhar muito bem.

Um dia, cheguei em casa, e havia um ovo de chocolate. Depois, dois. Ontem, eram 4.

Perguntei: -Ô Lílian, e esse rato tá botando ovo?!

Feliz Páscoa para você!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Da série 'Meus contos infantis...'

Chapeuzinho Vermelho:




Vídeos do Iron Maiden


Com pelo menos três dias de atraso, posto aqui alguns vídeos que eu gravei no meu celular (pebinha) do show que o Iron Maiden fez em Recife, na última terça-feira (31).
É que eu, simplesmente, não achava o cabo para transferir os arquivos pro computador.
A imagem tá ruim, mas ainda dá para ver alguma coisa. E o som tá legal, muito embora você vá ouvir mais os discípulos do Iron cantando do que o próprio Bruce Dickinson.
Mas vale para sentir o clima.
Powerslave:

Iron Maiden (com direito à entrada do Eddie):

Bruce: "Recife é um amigo oficial agora":

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Foi lindo...

Foi lindo. Em que pese 18 mil cabeludos, de camisas pretas e caras de mau, ouvindo cinco coroas fazendo barulho em cima do palco. Mas foi lindo - e emocionante – o show que o Iron Maiden fez na noite de ontem no Jockey Clube de Pernambuco, no Recife.

Versos de “Powerslave” ainda ecoam na minha cabeça, depois de dormir 4 horas e chegar na redação para trabalhar. Mas tiro um tempinho para dividir com vocês a experiência que é assistir a um show de uma banda de heavy-metal do peso do Iron Maiden.

Primeiro, show de rock pesado é, ao contrário do que você pode imaginar, um lugar de paz e adoração. Isso mesmo, um evento quase religioso que eleva a alma. Existe uma relação entre o guri que passa horas trancado no quarto, degustando riffs, letras e harmonias de um tipo de som sinfônico, que exige virtuosidade e ótimos vocalistas, e a banda que propicia isso para ele.

Com 35 anos de estrada, algumas mudanças na formação, mas nenhuma interrupção nesse tempo, o Iron conseguiu fazer essa gurisada acompanhar seus passos. Assim, o show de Recife, como era de se esperar, reuniu até três gerações de fãs: vovôs, papais e filhinhos. A garotada cantou junto a seleção que hoje habita PCs e iPods. Mas o Iron fez um show foi mesmo para os tiozinhos que compraram discos e camisetas nos anos 1980.

O Iron Maiden encerrou, em Recife, o braço brasileiro da turnê Somewhere Back in Time, shows baseados no disco Live After Death (1985), com alguns “plus”: além dos clássicos daquele álbum (lançado em DVD duplo, no ano passado): incluiu as músicas “Wasted years” e “Evil that men do” dos discos Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988), mais o hit “Fear of the dark”, do álbum homônimo de 1992 (o clipe da música, alias, teve alta rotatividade na MTV e, por isso, é mais conhecida da geração 90).


Portanto, foi um show com músicas para cantar junto. E o publico cantou... e chorou também. Músicas que evocavam em trintões e quarentões, a nostalgia de quem era adolescente nos anos 1980 e tinha um pôster do Eddie (o mascote zumbi da banda) no quarto.

Vi muito cabeludo de camisa preta cair aos prantos quando a banda tocava “The Trooper” e “Run to The Hills”. Eu mesmo senti um arrepio na nunca e os olhos marejados quando a banda começou “Wasted years”. Somewhere in Time foi meu primeiro disco do Iron Maiden, quando era apenas um jovenzinho. Me senti aquele crítico gastronômico Ego, de Ratatouille, voltando à infância ao degustar aquele prato do ratinho Ramy.

Enfim. O show foi impecável. O som estava bom e meus cinqüentenários heróis não fizeram feio. Bruce Dickson falou que o Iron lança um disco de inéditas no ano que vem e que em 2011 voltam a estrada, com vontade de passar pelo Brasil de novo.
Amanhã, o Jornal da Paraíba traz a cobertura do show, com texto meu e mais fotos de Felipe Gesteira (que gentilmente cedeu as fotos que estão aqui).

Confira aqui o set list do show:

Aces HighWrathchild
Two Minutes to Midnight
Children of The Damned
Phantom of The Opera
The Trooper
Wasted Years
Rime of The Ancient Mariner
Powerslave
Run to The Hills
Fear of The Dark
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
(bis)
Number of The Beast
Evil That Men Do
Sanctuary
p.s.: "Always looking on the bright side of life", da comédia A Vida de Brian, do Monty Python, foi o "expulsa-galera" quando o show acabou. Muito bonitinho ver os que conheciam a música assoviarem a melodia enquanto saiam lentamente do Jockey Club,