segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Bem-vindo a casa de Mike Deodato Jr


Deodato Borges Filho poderia passar tranqüilamente em uma convenção de quadrinhos nos Estados Unidos. Mas anuncie Mike Deodato Jr. que a coisa muda de figura.

Paraibano gente boa, Deodato desenha há uns dez anos, com regularidade, para a Marvel americana. Já deu formas a super e populares heróis como Homem-Aranha, Hulk e, atualmente, Wolverine. É uma das celebridades desse segmento que, graças ao cinema, nunca esteve tão em alta.

Acontece que Deodato não mora em Hollywood ou Bervely Hills. Ele prefere o ótimo sobrado onde mora com família no Bessa, um bairro nobre de João Pessoa.

Daqui da capital paraibana, desenha o que o mercado americano - e por conseqüência, o mundo todo - irá consumir em páginas e páginas de gibis.

Recebi um e-mail dele nesta segunda-feira com um link para o Youtube.

Nele, há um vídeo caseiro de uns 10 minutos onde ele apresenta sua casa, a família e o estúdio. Mostra os desenhos mais recentes e a maneira como trabalha. Dá dicas de como fazer sucesso nesse meio e conta que está sempre buscando se aperfeiçoar.

Embora seja paraibano e more em João Pessoa, Deodato fala o tempo todo em inglês. Também pudera: os grandes fãs do cara estão do lado de lá do mapa. Não por aqui, ainda mais no Nordeste. Fora meia-dúzia de fãs antenados, o restante da população de João Pessoa não sabe
que tem como vizinho uma grande celebridade americana.

Na foto aí de cima, sou eu e ele no Fenart de 2005.

Aqui está o vídeo:



O Filho de Rambow

Para quem ficou curioso, aqui está o trailer de Son Of Rambow.

Já tô pensando em ver novamente.

domingo, 3 de agosto de 2008

Cinema em casa

Depois de um plantão no sábado, só me restava afundar nos livros e nos DVDs.

No sábado, fui até uma locadora e peguei um pacotão. Poxa, há quanto tempo não pegava cinco filmes no sábado para devolver na quarta-feira. Que nem carnaval.

O negócio é o seguinte: terça-feira é aniversário de João Pessoa, portanto, feriado.

Como na cidade, quem não é comerciante, é funcionário público, a cidade vive um clima de feriadão.

A locadora é do seu Vianey, a Kauai, na Esquina 200, em Tambaú, na orla de João Pessoa. Seu Vianey é um carioca que veio para a Paraíba em 1980, abriu uma loja de roupas de surf, depois deixou as roupas de lado e passou a alugar CDs – talvez, a única locadora de CDs da cidade, e fez bastante sucesso - e agora aposta em DVDs de arte. Nada de Homem-Aranha e blockbusters. Lá o negócio é La Nave Va, Morangos Silvestres e O Anjo Exterminador.

Acertou na mosca. Acabou se tornando referência para um nicho de mercado sem concorrência na cidade – porque as outras locadoras dormiram no ponto – e passou a investir em filmes para um público que preza pela qualidade, o fino trato e, mais importante, não vai até o centro comprar DVDs piratas.

Afinal, no mundo dos contrabandistas de DVD, quem vai se interessar em vender Persona na banquinha do camelô?

Lá peguei Mephisto, aquele filme alemão da virada dos anos 1970 para 1980, e O Discreto Charme da Burquesia, de Bunõel, que há anos eu tento ver, mais Piratas da Informática, um filme que saiu pela Warner inspirado em Bill Gates e Steve Jobs. Resolvi pagar pra ver (literalmente).

Também peguei neste fim de semana Onde Os Fracos Não Têm Vez, o grande vencedor do Oscar que, pasmem, eu ainda não tinha visto.

Mephisto e Piratas ficaram para o feriadão. Mas o filme do Buñoel eu acabei de ver, encerrando a sessão do fim de semana.

Alias, entre os filmes alugados, comprados e emprestados pelos amigos da internet, que gentilmente disponibilizam filmes que ainda não saíram no Brasil para download, ripados de DVD e com legendas até descentes em português, vi os seguintes filmes:


Onde Os Fracos Não Têm Vez – Sim, é o filmaço que todo mundo havia me dito que era. Diálogos dilaceradores, com a interpretação magistral de Javier Bardem (na foto - que, com muita justiça, levou o Oscar) e com seqüências de tensão mais firme que um cabo de aço esticado, fazem deste um dos grandes filmes que eu vi este ano. Afinal, é dos Coen, e se é dos Coen, é bom.


Uma Cilada Para Roger Rabbit – Fita de 1988 dirigida por Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro), é aquele divertido policial noir que mistura gente de carne-e-osso, como Bob Hoskins, com desnhos animados. É que minha sobrinha veio passar o domingo aqui em casa e a gente acabou assistindo essa deliciosa aventura. E mesmo depois de 20 anos, os truques de fazer animação e gente de verdade interagirem não envelheceram nem um dia. Quem não viu, tem que ver. Quem já viu, veja como é gostoso revê-lo num domingo à tarde com a família. Tem disponível nas locadoras.


O Discreto Charme da Burguesia – Cheguei ao papa do surrealismo através de um dos meus diretores favoritos: David Lynch. Aqui, Bunõel faz uma crítica ácida à classe média francesa dos anos 1970 em seqüencias que parecem não ter pé, nem cabeça. Mas não é nada disso. O cara era realmente um mestre e bota para fora grandes sacadas. Um bom momento: dois casais chegaram para jantar numa espécie de cantina. O lugar tá vazio e os garçons se comportam de modo estranho. Daqui a pouco, vê-se que o corpo do dono do lugar, que morrera a pouco, está sendo velado. São os absurdos surrealistas de Bunõel servindo perfeitamente à sétima arte.


The Son of Rambow – Esse tava no HD. Sensacional filme inglês, ainda inédito nos cinemas (acho que vai sair direto em DVD, se sair) foi o que eu mais gostei. Numa rigorosa escola católica da Inglaterra dos anos 1980, dessas que os alunos usam terno e gravata, dois estudantes beeeem diferentes se tornam amigos: um é um delinqüente, odiado pelos professores, que vive de castigo. O outro, integra um grupo religioso extremista, desses xiitas que não pode isso, não pode aquilo. O primeiro leva escondido uma câmera pro cinema e filme Rambo – Programado Para Matar. O outro, numa ida a casa do primeiro (tô colocando dessa maneira porque não lembro o nome dos personagens), acabou assistindo Rambo e pirou na batatinha: botou na cabeça que era filho pro próprio Rambo (que por questões de direitos, aqui é tratado como Rambow, apesar do filme contar com a simpatia de Stallone) e decidiu fazer um filme com o coleguinha, dessas fitas caseiras e bem amadoras. Esqueça Rambo ou Stallone, que só servem para dar o contraponto cômico a este drama. Com dois atores-mirins maravilhosos e um roteiro cheio de sacadas, fora a trilha 80 com Depeche Mode e Cure, The Son Of Rambow é um filme sobre a amizade de dois garotos. Talvez, o melhor filme sobre o tema desde Conta Comigo (Stand By Me). Se tiver chance, vá atrás desse filme. Com certeza, um dos cinco melhores filmes que eu vi este ano.

* * *

Enquanto escrevo esse texto, Lilian assiste ao divertido clássico Febre de Juventude, do mesmo Robert Zemeckis de Roger Rabbit, lançado em 1978. O filme, que já passou várias vezes na Sessão da Tarde, conta a história de um grupo de fãs dos Beatles. Infelizmente, permanece inédito em DVD no Brasil.

sábado, 2 de agosto de 2008

Vai aos EUA? Deixe o pen drive em casa!

A política paranóica de segurança dos Estados Unidos está chegando a níveis absurdos.

Ontem, sexta-feira (1), o jornal Washington Post trouxe que os agentes do FBI agora têm autorização para apreender laptops e outros aparelhos eletrônicos - tipo iPod, celular, HD, CD, DVD, fita e até pen drive - de pessoas que entrem no país e retê-los por tempo indeterminado.

Vale até para os próprios americanos.

A idéia é que a polícia federal americana retenha o aparelho para análise de conteúdo. Portanto, aquelas fotos da família na praia, ou no aniversário do vovô, ou a carta que você escreveu para a ex pedindo para reatar o namoro serão averiguadas como possíveis atentados contra a segurança dos Estados Unidos.

É sério!

A matéria tá no Globo On Line. E lá diz que você nem precisa ter cara de Mohamed para ter a bagagem revistada. A determinação vale sem que haja qualquer atitude suspeita. Não foi com a cara, pode ir passando o pen drive pro policial.

Varei.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Rafinha Bastos & Walmor Chagas

No blog do Rafinha Bastos, o intrépido (e hilário) repórter do CQC, da Band, comenta o "DVD" pirata do programa.

E o Walmor Chagas?! Ah, vê aí pra saber.

É a coisa mais hilária que eu vi esta semana.

Valeu aí, Renato Félix!

Dá uma sacada aqui:

A música do fim de semana

Essa aqui eu tirei dos meus vídeos favoritos do Orkut. Tá lá há um tempão.

É o clipe da música "Everyone else has had more sex than me", do grupo australiano TISM (sigla para This is Serious, Mom).



Achei esse clipe sem querer no Youtube há um bom tempo já.

É a animação de um coelhinho que não se dá muito bem. "Todo mundo já teve mais sexo do que eu" é a tradução do título/refrão.

A música ganhou esse clipe sensacional. A animação é extraordinária e divertida.

Eu cheguei a ouvir o disco The White Album (2004), de onde saiu a música. O disco é fraco pra caramba, por isso, nem vá atrás.

Mas este clipe é para ser visto várias vezes. Nem perca tempo com as legendas. Curta as caras, bocas e posições do coelhinho e as divertidas sacadas que aparecem ao longo do vídeo.

Agora pofe!

Tava vendo na Folha On Line:

Austrália planeja inspecionar tocadores MP3 em busca de músicas piratas

da Folha Online

O governo da Austrália estuda inspecionar aparelhos de MP3 nos aeroportos do país, com o objetivo de verificar a existência de músicas piratas. Pessoas que carregarem uma quantidade excessiva desses arquivos podem ser presas, segundo documento de uma negociação internacional da qual o governo federal do país participa.

Segundo o site NEWS.com.au, que teve acesso ao documento, seriam incriminadas pessoas que armazenassem músicas "em escala comercial" - não está claro qual é essa quantidade. "Falar em [sanções para] infrações comerciais significa uma, dez, 20 ou cem músicas?", questiona Peter Coroneos, executivo-chefe da Internet Industry Association.

O ministério das Relações Exteriores confirma que o governo faz parte das negociações sobre o assunto, mas informa que não assinou o documento ou concorda com ele. "Fazer buscas nos iPods está fora de questão", diz o ministério.

No Brasil, dados da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música) indicam que 48% do mercado fonográfico é dominado pela pirataria - gerando uma queda de mais de 50% no faturamento do setor.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil retirou mais de 161,1 mil links e arquivos do ar na internet, sob acusação de conterem conteúdo pirata de músicas e filmes ou levarem a páginas com esse tipo de material.